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Quando se é criança pequena

No nosso querido quarto no antigo apartamento da família — do qual tanto falo aqui no blog, devido às doces lembranças que evoca — tinha tralha pra tudo quanto é gosto. Das famigeradas panelinhas de brinquedo aos jogos de tabuleiro, passando pelas tintas guache e mini instrumentos musicais, o cômodo abrigava toda sorte de objetos… Continuar lendo Quando se é criança pequena

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Em águas duvidosas

Eu e minha irmã éramos imbatíveis. Uma dupla literalmente dinâmica, que nunca parava quieta: estávamos sempre à caça de maneiras de nos entreter em um apartamento que, apesar das suas pequenas dimensões, abrigava nosso mundo imaginário. Rafinha e Lalá costumavam seguir religiosamente o protocolo que regia a residência — às vezes, porém, parecia impossível resistir às… Continuar lendo Em águas duvidosas

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Uma invencionice infantil

Muitas das minhas mais deliciosas recordações da infância trazem um fator comum: brinquedos. São histórias e mais histórias de invencionices, conflitos e broncas que se desenrolaram tendo como protagonistas esses simples objetos aos quais uma mente infantil é capaz de atribuir tantos significados. Nos recreios do colégio, as donas das bonecas mais cotadas (como a… Continuar lendo Uma invencionice infantil

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A folha que fomenta

Se fere

O caule que concede

Se corta

A estirpe que esteia

Se extrai

 

O solitário solo

Solicita

O árido ar

Arqueja

A híbrida hidrosfera

Implora

 

Toca na terra

E tenta

Beija a brisa

E busca

Abraça as águas

E acata

 

O mundo fala

 

Rafaela Relva Endlich

 

exequias

paisagem
“Exéquias de Camorim” (1879) e “Paisagem de Niterói” (1884), de Firmino Monteiro (1855 – 1888).

 

Fonte das imagens: Enciclopédia Itaú Cultural